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  • Reflexão da Liturgia Dominical - 16 de maio
    16/05/2010
     

    LITURGIA / ANO C - SOLENIDADE DA ASCENSÃO - 16 / MAIO / 2010

    1ª Leitura - At 1,1-11: Jesus foi levado aos céus, à vista deles.// 2ª Leitura - Ef 1,17-23: E o fez sentar-se à sua direita nos céus.// Evangelho - Lc 24, 46-53: Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.// A Solenidade da Ascensão que hoje celebramos, diz-nos que Jesus ressuscitou para gloriosamente ‘subir ao céu’ (1ª Leitura e Evangelho), afim de ‘sentar-se à direita do Pai’ (2ª Leitura). A vida terrena de Jesus não termina com a sua morte na cruz, mas com a Ascensão. É o último mistério da vida do Senhor aqui na Terra. Cumprem-se agora as palavras que Cristo havia dito aos discípulos: ‘Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’ (Jo 20,17). A Ascensão é também a festa da nossa esperança: com Cristo, é a nossa humanidade que sobe até junto de Deus. O Senhor do céu leva consigo a terra redimida. Desde então, ‘a nossa vida está escondida com Cristo em Deus’, como disse São Paulo. Nele, nossa humanidade subiu ao céu embora deva passar pela morte. Lá chegando, Cristo estabeleceu uma ponte, o ponto de chegada para nós, que ainda somos peregrinos. Com a Ascensão termina a missão terrena de Cristo e começa a de seus discípulos, a nossa. Estas palavras constituem um convite à realidade: a comunidade cristã não pode ficar parada a contemplar o céu, deve ir ter com os homens e, no meio deles, continuar a obra de Jesus. Sem cair numa espiritualidade irreal, que nos afastasse das nossas responsabilidades na construção dum mundo mais humano, precisamos abrir nosso horizonte. Hoje, ouçamos de novo as palavras com que Cristo intercede diante de Deus Pai por nós: ‘Não peço que os tires do mundo’..., do nosso ambiente, do nosso trabalho, da família, ‘mas que os preserves do mal’ (Jo 17,15). Porque Deus quer que cada um no seu lugar continue a tarefa de santificar o mundo para melhorá-lo e assim, serem inseridas em Cristo as almas, as famílias, as instituições, a vida pública e tudo mais. As próprias normas correntes da convivência devem ser mais que só atitudes exteriores de relacionamento social. Devem na verdade brotar da nossa caridade interior, traduzindo um autêntico interesse pelos outros. Os apóstolos, após a Ascensão, caminham de volta à Jerusalém com ‘grande alegria’, porque mesmo sem a presença física do mestre, ‘Ele continua vivo junto ao Pai e simultaneamente com eles ao seu lado’ (Mt 28,20). De modo especial hoje nós o encontramos na eucaristia, no sacrário mais próximo do lugar onde vivemos, e também, em nossos irmãos. A alegria dos apóstolos tem em si algo de paradoxal. A despedida é definitiva. A vida terrestre de Cristo está encerrada. No entanto, em lugar de falar em nostalgia ou tristeza, o texto mostra-os ‘cheios de alegria’. Aqui está uma afirmação autenticamente cristã baseada nas alegrias pela ressurreição, a confiança na vida eterna. Os discípulos de Jesus são testemunhas da sua cruz e ressurreição. O termo ‘martyres’ tem o significado de ‘testemunhas’ e indica não apenas aquele que testemunha com a palavra, mas também aquele que está disposto a testemunhar com a própria vida. Para a missão de testemunhar eles receberão ‘a força do Alto’. É o Espírito Santo que lhes é enviado por Jesus Ressuscitado. ‘Tendo-o adorado, voltaram para Jerusalém’. Aqui está a experiência original da Igreja: Jesus só é atingido pelo ato que é devido ao próprio Deus: ‘Eles o adoraram’! Nos dias de hoje é sempre importante lembrar que a Igreja que não adorasse o Cristo, não teria a ‘força do Alto’ para fazer a obra do Mestre, nem a alegria da certeza de que a caminhada para a ‘Jerusalém celeste’ é sempre um morrer que leva à vida! [Fontes: ‘Falar com Deus’, ‘Nas Fontes da Palavra’, ‘L’ OSSERVATORE Romano’, ‘Palavra de Deus e Nova Evangelização’ e ‘Intimidade Divina’ / adaptação: Wilson]

     

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